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Acervo do antigo IML: Estado procura imóvel para guarda temporária

ResumoO Arquivo Público do Rio de Janeiro concluiu, em 12 de março, o recolhimento da documentação histórica do antigo IML, na Lapa, sob responsabilidade da Polícia Civil. O Estado procura um imóvel para guarda temporária do acervo, pois a capacidade atual de armazenamento é insuficiente para receber todo o material.

O Arquivo Público do Rio de Janeiro concluiu, nessa quarta-feira (12), mais uma etapa do recolhimento da documentação histórica que estava sob responsabilidade da Polícia Civil, no antigo prédio do IML, na Lapa. Sem capacidade para receber tudo, o governo busca novo imóvel para g

Aline Furtado Aline Furtado · Colunista de carreira e mercado tech
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Acervo do antigo IML: Estado procura imóvel para guarda temporária
Foto: Imagem ilustrativa · PosUp

O Arquivo Público do Rio de Janeiro concluiu, nessa quarta-feira (12), mais uma etapa do recolhimento da documentação histórica que estava sob responsabilidade da Polícia Civil, no antigo prédio do IML, na Lapa. Sem capacidade para receber tudo, o governo busca novo imóvel para g

Estado procura imóvel para guarda temporária do acervo do antigo IML

O Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro concluiu, nessa quarta-feira (12), mais uma etapa do recolhimento da documentação histórica que estava sob responsabilidade da Polícia Civil, no antigo prédio do Instituto Médico Legal (IML), na Rua dos Inválidos, na Lapa, região central da cidade. Como o Arquivo Público não dispõe de capacidade para receber a totalidade do acervo, o governo busca novo imóvel para a guarda temporária da documentação.

O que muda com a busca por um novo imóvel

A novidade é que, além do recolhimento, o Estado agora precisa de um espaço físico para armazenar temporariamente o material. Não é uma transferência definitiva: o imóvel servirá como solução provisória até que a documentação passe por tratamento técnico e siga para o Arquivo Público. Na prática, o processo ganha uma etapa extra, o que pode atrasar a conclusão do trabalho.

Enquanto isso, seguem as tratativas para a destinação provisória de parte da documentação. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) manifestaram interesse em receber uma parcela do acervo para realizar o trabalho especializado. Em parceria com o Arquivo Público, a Unirio elaborou um projeto para o tratamento da documentação.

Por que o acervo do antigo IML é tão sensível

O material inclui registros da repressão do Estado Novo e da ditadura militar. São papéis que documentam um período sombrio da história brasileira, e qualquer perda seria irreparável. O imóvel ficou abandonado por anos, o que culminou em um incidente em maio deste ano, quando papéis e registros foram jogados pelas janelas do prédio.

A cena chocou quem acompanhava a situação de perto. Documentos oficiais, laudos e pastas voando pela Rua dos Inválidos. Foi o estopim para uma mobilização emergencial.

Quem agiu para conter as perdas

Órgãos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Polícia Federal atuaram para conter perdas, e o Ministério Público Federal liderou frentes de resgate de pastas e microfilmes. Foram recuperadas pastas funcionais, livros de registros de óbitos, laudos periciais e pastas da repressão política da ditadura.

O trabalho não foi simples. Cada pasta recuperada exigiu cuidado, catalogação e avaliação do estado de conservação. O material estava em condições precárias, e a prioridade era evitar que mais se perdesse.

O papel das universidades no tratamento técnico

A UFRJ e a Unirio não apenas manifestaram interesse: elas já têm projetos em andamento. A Unirio, em parceria com o Arquivo Público, elaborou um projeto específico para o tratamento da documentação. Isso significa que parte do acervo pode ser destinada a essas instituições, que têm corpo técnico especializado em preservação documental.

Além disso, há interessados em financiar as ações de preservação. Ou seja, o dinheiro para o trabalho pode vir de fontes externas, o que reduz o peso sobre o orçamento estadual. Mas nada está fechado: as tratativas seguem em aberto.

O que ainda falta resolver

O principal gargalo é o imóvel. Sem um espaço adequado, a documentação corre risco de continuar em condições inadequadas. O governo precisa encontrar um local que ofereça segurança, controle de umidade e temperatura, e acesso controlado. Não é qualquer galpão que serve para guardar material histórico.

Outra frente é a definição da destinação provisória. Quanto antes UFRJ e Unirio receberem sua parcela, mais rápido o tratamento técnico começa. Mas isso depende de acordos formais, que ainda estão em negociação.

O que você precisa saber sobre a guarda temporária

  • O Arquivo Público não tem capacidade para receber todo o acervo de uma vez.
  • O governo do Estado procura um imóvel para guarda temporária.
  • UFRJ e Unirio podem receber parte do material para tratamento especializado.
  • A Unirio já elaborou projeto em parceria com o Arquivo Público.
  • Há interessados em financiar a preservação.
  • O acervo inclui registros do Estado Novo e da ditadura militar.

O incidente de maio e a corrida contra o tempo

O abandono do prédio por anos não foi um detalhe: foi o que quase destruiu o acervo. Em maio deste ano, papéis e registros foram jogados pelas janelas. A partir daí, Iphan e Polícia Federal entraram em ação para conter perdas, e o Ministério Público Federal assumiu a liderança no resgate.

O resultado foi a recuperação de pastas funcionais, livros de registros de óbitos, laudos periciais e pastas da repressão política. Material que agora precisa de destino adequado.

O que esperar dos próximos passos

A tendência é que o governo anuncie um imóvel nos próximos meses, mas não há prazo oficial. As universidades devem formalizar seus projetos, e o financiamento externo pode destravar o tratamento técnico. O processo é longo, e a prioridade é garantir que nada mais se perca.

Para quem acompanha a preservação da memória histórica, a notícia tem dois lados. O positivo: o recolhimento avança e há interesse institucional real. O preocupante: a falta de capacidade do Arquivo Público expõe uma fragilidade estrutural que precisa ser resolvida com urgência.

Perguntas Frequentes

Por que o Estado precisa de um imóvel para o acervo do IML?

Porque o Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro não tem capacidade para receber a totalidade da documentação histórica. Por isso, o governo busca um espaço para guarda temporária enquanto o tratamento técnico não é concluído.

O que contém o acervo do antigo IML?

O acervo inclui registros da repressão do Estado Novo e da ditadura militar, além de pastas funcionais, livros de registros de óbitos, laudos periciais e pastas da repressão política.

Quem vai tratar a documentação?

A UFRJ e a Unirio manifestaram interesse em receber parte do acervo para realizar o trabalho especializado. A Unirio, em parceria com o Arquivo Público, já elaborou um projeto para o tratamento.

O que aconteceu em maio com o prédio do IML?

O imóvel, que ficou abandonado por anos, teve papéis e registros jogados pelas janelas. Isso motivou a atuação de órgãos como Iphan e Polícia Federal para conter perdas, com o Ministério Público Federal liderando o resgate.

Há financiamento para a preservação do acervo?

Sim, há interessados em financiar as ações de preservação documental, mas os detalhes ainda estão em tratativas.

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Aline Furtado

Aline Furtado

Colunista de carreira e mercado tech

Mapeia o mercado de trabalho de tecnologia e marketing por dentro. Fala de transição, salário e a real do home office.

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